Phantom Blade Zero impressiona no PC com Path Tracing, mas exige placas de vídeo potentes
Phantom Blade Zero apresenta gráficos impressionantes no PC, com suporte a Ray Tracing, Path Tracing, DLSS, FSR e XeSS. Testes publicados pelo DSOGaming mostram que o jogo pode exigir uma GPU de alto desempenho para alcançar 60 FPS em resoluções elevadas, embora a versão para computadores tenha apresentado boa estabilidade durante a análise.

Phantom Blade Zero chamou a atenção em uma análise de desempenho no PC publicada pelo DSOGaming em 26 de outubro de 2026. Desenvolvido pela S-Game com a Unreal Engine 5.7.4, o jogo combina cenários detalhados, combates de ação e tecnologias avançadas de renderização, incluindo Path Tracing, um dos recursos gráficos mais exigentes disponíveis atualmente.
Os testes também apontam aspectos positivos da versão para computadores, como a ausência de travamentos significativos durante a jogabilidade e a possibilidade de ajustar diversas opções gráficas. Por outro lado, aproveitar todos os efeitos visuais em resoluções altas exige hardware consideravelmente potente, especialmente quando o Path Tracing está ativado.
Phantom Blade Zero utiliza Unreal Engine 5 e tecnologias avançadas
A versão para PC de Phantom Blade Zero utiliza a Unreal Engine 5.7.4 e oferece uma variedade de configurações para personalizar a qualidade visual. Entre os parâmetros ajustáveis estão iluminação, materiais, sombras e reflexos, permitindo adaptar a experiência a diferentes configurações de hardware.
Outro destaque é a compatibilidade com as principais tecnologias de reconstrução de imagem. O jogo oferece suporte ao NVIDIA DLSS, AMD FSR e Intel XeSS, além de recursos de geração de quadros compatíveis com as tecnologias disponíveis na configuração utilizada nos testes.
A presença de Ray Tracing e Path Tracing amplia as possibilidades gráficas. Enquanto o Ray Tracing aprimora aspectos como iluminação e reflexos, o Path Tracing utiliza uma abordagem mais abrangente para simular o comportamento da luz, proporcionando resultados visuais mais complexos, mas com um custo elevado de processamento.
A análise também destaca uma limitação da interface: não é possível ativar ou desativar o Ray Tracing e o Path Tracing durante a partida. Para alternar entre essas opções, é necessário retornar ao menu principal.
Desempenho de Phantom Blade Zero em diferentes resoluções
Para avaliar o desempenho, o DSOGaming utilizou um AMD Ryzen 9 7950X3D, acompanhado de 32 GB de memória DDR5 a 6.000 MHz. A bateria de testes incluiu placas de vídeo AMD Radeon RX 6900 XT, RX 7900 XTX e RX 9070 XT, além das NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti, RTX 3080, RTX 4090, RTX 5080 e RTX 5090.
O jogo não possui uma ferramenta de benchmark integrada. Por isso, os testes foram realizados na área inicial, escolhida por apresentar exigências elevadas de desempenho.
Os resultados mostram diferenças consideráveis conforme a resolução e os efeitos gráficos utilizados.



1080p sem Ray Tracing ou Path Tracing: as cinco GPUs mais rápidas avaliadas superaram 60 FPS de maneira consistente nas configurações Ultra.
1440p sem Ray Tracing ou Path Tracing: somente a RTX 4090 e a RTX 5090 mantiveram mais de 60 FPS durante todo o teste. A RTX 5080 também proporcionou uma experiência considerada fluida.
4K sem Ray Tracing ou Path Tracing: a RTX 5090 foi a única placa a alcançar a faixa de 60 FPS, embora tenha apresentado quedas para a casa dos 50 FPS.
Esses resultados demonstram que Phantom Blade Zero pode ser exigente mesmo sem os recursos mais avançados de iluminação. Para quem pretende jogar em 1440p ou 4K com qualidade Ultra, escolher uma placa de vídeo adequada será importante para manter a fluidez.
Path Tracing transforma os gráficos, mas pesa no desempenho
O Path Tracing é o grande destaque visual da versão para PC. Segundo a análise, a tecnologia melhora consideravelmente a iluminação e as sombras, além de corrigir imperfeições visuais presentes na renderização convencional.
O ganho de qualidade, porém, tem um custo elevado. Com Path Tracing ativado e resolução nativa, a RTX 5090 registrou entre 25 e 27 FPS em 4K, aproximadamente 46 a 47 FPS em 1440p e mais de 60 FPS em 1080p.
Para melhorar os resultados, o analista combinou o DLSS Super Resolution com a geração de quadros. Em 4K, utilizando DLSS no modo Quality, a RTX 5090 alcançou entre 54 e 60 FPS antes da geração adicional de quadros. Com o Multi Frame Generation em 2x, a taxa chegou a aproximadamente 100 FPS.
A análise também identificou artefatos visuais durante movimentos muito rápidos com a geração de quadros ativada. O problema diminuiu consideravelmente após desativar o Motion Blur, efeito responsável pelo desfoque de movimento.
Outro recurso importante é o DLSS Ray Reconstruction, que melhora a reconstrução de elementos como sombras. Segundo o teste, a combinação de DLAA com Ray Reconstruction chegou a apresentar uma vantagem de aproximadamente 10 FPS em relação ao TSR nativo na comparação realizada, além de oferecer uma imagem mais limpa.


Configurações gráficas e estabilidade no PC
Quem não possui uma placa de vídeo de última geração não precisa necessariamente abrir mão de uma boa experiência. O jogo oferece diferentes níveis de qualidade gráfica, e a análise aponta que a diferença visual entre Ultra e Very High é relativamente pequena.
Na RTX 5090, reduzir a qualidade para High permitiu superar 65 FPS de maneira consistente em 4K, sem Ray Tracing ou Path Tracing. A mudança para Medium acrescentou cerca de 10 FPS, enquanto a configuração Low possibilitou alcançar aproximadamente 100 FPS.
A análise também trouxe boas notícias sobre a estabilidade. O primeiro carregamento exige uma etapa demorada de pré-compilação de shaders, mas o DSOGaming não relatou travamentos importantes provocados pela compilação de shaders ou pelo carregamento de áreas durante a partida.
A versão testada também utiliza o sistema antipirataria Denuvo. Embora esse recurso esteja presente, o artigo não apresenta evidências de que ele tenha causado problemas significativos de desempenho nos testes realizados.
Conclusão
Os resultados indicam que Phantom Blade Zero tem uma versão para PC tecnicamente bem trabalhada, com suporte a tecnologias modernas de renderização, opções gráficas escaláveis e boa estabilidade durante os testes.
O Path Tracing oferece um salto visual expressivo, mas seu custo torna necessário recorrer a técnicas de reconstrução de imagem e geração de quadros para obter taxas elevadas em resoluções maiores. Para a maioria dos jogadores, começar com Ray Tracing desligado e ajustar as configurações conforme a placa de vídeo pode ser a escolha mais equilibrada.
É importante lembrar que os números apresentados refletem o hardware e as condições utilizados pelo DSOGaming, não garantindo resultados idênticos em todos os computadores. Ainda assim, a análise oferece uma referência útil para quem pretende jogar no PC e precisa avaliar se sua configuração será suficiente.
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