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Phantom Blade Zero ganha visual de nova geração com Path Tracing e DLSS 5 no PC

Phantom Blade Zero recebeu uma demonstração de como o DLSS 5 pode transformar seus gráficos no PC, com iluminação mais elaborada, sombras adicionais e detalhes aprimorados nos personagens. Os testes realizados com um mod mostram resultados impressionantes, mas também revelam problemas visuais e uma queda considerável no desempenho.

Por Sebastian Castellanos | 29 out de 2026 às 12:21 | ⏱️ 7 min de leitura

O RPG de ação Phantom Blade Zero chamou a atenção em uma análise publicada pelo DSOGaming em 29 de outubro de 2026. Utilizando Path Tracing e uma modificação para habilitar o DLSS 5, o veículo comparou diferentes configurações gráficas e identificou melhorias na apresentação visual do jogo, acompanhadas de custos significativos para o hardware.

É importante destacar que o DLSS 5 não possui suporte nativo em Phantom Blade Zero no cenário descrito pela publicação. Os resultados foram obtidos por meio de uma ferramenta de modificação, e não representam necessariamente a experiência padrão oferecida pelo jogo.

Path Tracing já coloca o jogo entre os destaques gráficos do PC

Desenvolvido pela S-GAME com a Unreal Engine 5.7.4, Phantom Blade Zero utiliza Path Tracing para aprimorar a iluminação, os reflexos e as sombras. A tecnologia calcula o comportamento da luz de maneira mais abrangente, ajudando a criar ambientes mais realistas e uma apresentação visual mais consistente.

Segundo a NVIDIA, a versão para PC também conta com DLSS 4.5, Ray Reconstruction e geração de múltiplos quadros nas placas compatíveis. Essas tecnologias já permitem melhorar a qualidade da imagem e aumentar a taxa de quadros, especialmente em resoluções elevadas.

A experiência com DLSS 5 descrita pelo DSOGaming, entretanto, é um experimento separado. O autor utilizou a versão mais recente do RHI Mod para aplicar os recursos experimentais ao jogo e comparar o resultado com a renderização convencional.

DLSS 5 melhora pele, armaduras e iluminação

O principal destaque da experiência foi a transformação dos detalhes visuais. De acordo com o autor dos testes, o DLSS 5 aprimorou a aparência da pele do protagonista, os materiais das armaduras e a definição das sombras nos cenários.

A iluminação também ganhou destaque, reforçando o contraste entre áreas claras e escuras. Em um jogo de ação com cenários detalhados e combates cinematográficos, essas mudanças podem tornar a apresentação ainda mais impressionante.

A configuração personalizada utilizou o parâmetro Extra Neural Style em 5,50. O objetivo foi acentuar a aparência de nova geração, indo além dos ajustes padrão da tecnologia.

Problemas visuais acompanham o ganho de qualidade

Apesar dos resultados positivos, a experiência não foi perfeita. O DSOGaming identificou dois problemas importantes na configuração personalizada: um contorno branco ao redor do personagem e alterações perceptíveis na iluminação conforme a câmera se movimentava.

Esses defeitos podem prejudicar a consistência visual durante a exploração e os combates. Em vez de melhorar uniformemente cada cena, o efeito pode produzir diferenças indesejadas entre os quadros.

O autor também identificou uma maneira de reduzir esses problemas. Diminuir o Extra Neural Style para 6,00 ou 5,00 pode minimizar os efeitos indesejados. Já o valor 1,00 elimina os problemas observados no teste, embora também reduza parte do impacto visual que motivou a configuração personalizada.

Para quem prefere evitar ajustes manuais, a configuração padrão do DLSS 5 foi apontada como uma alternativa interessante. Ela ainda oferece melhorias visuais, sem exigir o mesmo nível de personalização.

Testes mostram queda de desempenho em 4K

Os testes utilizaram um AMD Ryzen 9 7950X3D, 32 GB de memória DDR5 a 6.000 MHz e placas de vídeo NVIDIA GeForce RTX 5080 e RTX 5090. O sistema também contava com Windows 10 de 64 bits e o driver Game Ready 621.01.

Em uma das áreas mais exigentes do jogo, o autor registrou os seguintes resultados em 4K:

Configuração

Desempenho registrado

DLSS 4.5 Quality com MFG X4, sem DLSS 5

260 FPS

DLSS 5 com configuração padrão

210 FPS

DLSS 5 com Extra Neural Style em 5,50

188 FPS

Os números representam os resultados relatados pelo veículo em seu equipamento, não uma garantia de desempenho para outros computadores. O primeiro resultado também utiliza geração de múltiplos quadros, portanto não deve ser interpretado como uma comparação direta de desempenho nativo entre as três configurações.

A configuração personalizada reduziu a taxa registrada de 260 para 188 FPS, uma diferença de aproximadamente 28%. Mesmo assim, o autor relatou que o jogo continuou jogável, sem problemas importantes de latência de entrada durante os testes.

Para placas menos potentes, a recomendação foi evitar o ajuste mais agressivo. O DSOGaming considera a RTX 5090 a opção mais adequada para aproveitar o Extra Neural Style em 5,50, enquanto a RTX 5080 pode utilizar essas configurações em 1440p.

Outra alternativa é selecionar o modo Performance do DLSS 4.5. Segundo o artigo, essa mudança permitiu manter mais de 60 FPS nas condições testadas, sem geração de múltiplos quadros.

Vale a pena utilizar o DLSS 5 em Phantom Blade Zero?

O experimento mostra como técnicas de renderização neural podem alterar a apresentação de um jogo que já utiliza recursos gráficos avançados. Ao mesmo tempo, deixa claro que melhorar a qualidade visual não significa necessariamente obter uma experiência melhor em todos os aspectos.

O custo de desempenho e os defeitos de iluminação são fatores importantes, especialmente para jogadores que priorizam estabilidade visual e fluidez durante os combates. A configuração padrão parece ser o caminho mais equilibrado para quem deseja experimentar os efeitos sem exagerar nos ajustes.

Também é necessário lembrar que os resultados dependem do mod utilizado e das configurações específicas do teste. Eles não demonstram que o DLSS 5 esteja oficialmente integrado a Phantom Blade Zero, nem garantem que os mesmos efeitos estarão disponíveis em futuras atualizações.

Conclusão

Phantom Blade Zero já oferece recursos gráficos avançados no PC com Path Tracing e DLSS 4.5. O experimento com DLSS 5 mostra um potencial adicional para aprimorar personagens, materiais e iluminação, mas a queda de desempenho e os artefatos visuais ainda limitam a utilidade da configuração mais agressiva.

Para jogadores com hardware de ponta, vale acompanhar a evolução dessas técnicas. Para os demais, utilizar as opções oficialmente disponíveis e ajustar o DLSS de acordo com a resolução desejada continua sendo a escolha mais sensata.

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