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The Last Guardian finalmente chega ao PC com port não oficial, suporte a 60 FPS e teclado e mouse!

Mais um grande exclusivo do PlayStation acaba de ganhar uma versão para PC criada por fãs! The Last Guardian já pode ser executado diretamente no computador, sem emulação tradicional da CPU, com suporte a controles modernos, teclado e mouse e até 60 FPS experimentais.

Por Redfield | 15 out de 2026 às 11:29 | ⏱️ 15 min de leitura

A comunidade de desenvolvimento independente continua surpreendendo os fãs de PlayStation. Depois de projetos que levaram Bloodborne, God of War III Remastered, Uncharted: The Nathan Drake Collection e Shadow of the Colossus aos computadores, chegou a vez de The Last Guardian receber uma adaptação não oficial para PC.

O jogo, lançado originalmente em dezembro de 2016 como exclusivo de PlayStation 4, agora possui um port desenvolvido por HayatoG, disponibilizado gratuitamente no GitHub sob o nome tlg_pc.

A novidade foi destacada pelo site DSOGaming nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, chamando atenção principalmente pela capacidade de executar o código original do jogo diretamente no processador do computador.

Além disso, o projeto oferece recursos que não estavam disponíveis na versão original, incluindo suporte a teclado e mouse, opções de personalização de imagem e possibilidade de desbloquear a taxa de quadros.

Entretanto, apesar dos avanços, a adaptação ainda está em fase beta. Seu funcionamento foi demonstrado no Linux, enquanto a versão para Windows ainda necessita de testes mais completos.

The Last Guardian agora funciona no PC sem emulação tradicional

Um dos aspectos mais interessantes do novo projeto está na tecnologia utilizada para executar o jogo.

O PlayStation 4 possui um processador baseado na arquitetura x86-64, a mesma família de arquitetura utilizada por computadores modernos equipados com processadores AMD e Intel.

Essa semelhança permite que o código original de determinados jogos seja executado diretamente no processador do computador, desde que as diferenças entre os sistemas sejam resolvidas.

No caso de The Last Guardian, o desenvolvedor criou um ambiente capaz de substituir diversas bibliotecas utilizadas pelo sistema operacional do PS4.

Essas bibliotecas são responsáveis por tarefas como gerenciamento de memória, processamento de arquivos, áudio, controles e salvamentos.

Já os comandos gráficos do console são traduzidos para Vulkan utilizando componentes derivados do projeto shadPS4.

Dessa forma, o jogo não precisa de um emulador tradicional de CPU, embora continue utilizando camadas de compatibilidade e tradução gráfica.

É uma abordagem semelhante à empregada em outros ports recentes de exclusivos do PlayStation 4.

O projeto também aproveita o trabalho realizado em God of War III Remastered e Bloodborne, permitindo reutilizar soluções desenvolvidas anteriormente pela comunidade.

Port oferece 60 FPS experimentais e taxa de quadros desbloqueada

Uma das novidades mais aguardadas pelos jogadores de PC está relacionada ao desempenho.

Na versão original de PlayStation 4, The Last Guardian foi desenvolvido para funcionar com uma taxa de quadros de até 30 FPS.

O port não oficial mantém esse limite como configuração padrão, buscando preservar a estabilidade da experiência.

Entretanto, o desenvolvedor também implementou opções que permitem selecionar 60 FPS ou remover completamente o limite de quadros.

Essas funcionalidades ainda estão em fase experimental.

Isso significa que o jogador pode encontrar problemas relacionados à física, animações ou comportamento de determinados elementos ao utilizar taxas superiores às originalmente previstas.

O próprio HayatoG informa que ainda pretende realizar testes completos da campanha em 60 FPS para verificar possíveis incompatibilidades.

Por enquanto, a opção mais segura continua sendo executar o jogo a 30 FPS.

O repositório oficial relata funcionamento estável nessa configuração durante sessões de teste superiores a dez minutos, incluindo menus, introdução e gameplay.

Entretanto, esses testes não representam uma confirmação de que toda a aventura pode ser concluída sem problemas.

The Last Guardian no PC oferece filtros gráficos e ajustes de imagem

Embora o port ainda esteja limitado à resolução interna de 1080p, ele já possui algumas opções visuais que permitem modificar a apresentação do jogo.

Uma delas é o SMAA, técnica de anti-aliasing utilizada para reduzir serrilhados nas bordas dos objetos.

O projeto também oferece recursos de nitidez como AMD CAS e RCAS, este último associado ao conjunto de tecnologias do FSR 1.

Esses filtros ajudam a melhorar a percepção de detalhes, especialmente em monitores modernos.

Entretanto, é importante esclarecer que o port ainda não oferece suporte completo a AMD FSR ou NVIDIA DLSS para reconstrução de resolução.

Essas tecnologias aparecem no planejamento futuro do desenvolvedor, mas ainda não foram implementadas como recursos completos de upscaling.

Outras opções disponíveis incluem ajustes de brilho, contraste, saturação e gama.

As alterações podem ser realizadas diretamente pelo launcher ou durante o jogo, utilizando um menu que aparece ao pressionar a tecla Insert.

O programa também possui um contador de FPS, permitindo acompanhar o desempenho em tempo real.

Teclado e mouse finalmente podem ser utilizados em The Last Guardian

Outra melhoria importante está relacionada à compatibilidade com controles.

A versão de PlayStation 4 foi desenvolvida especificamente para o DualShock 4, aproveitando recursos como o touchpad e o sensor de movimento.

No PC, o projeto oferece suporte a diferentes dispositivos, incluindo DualShock 4, DualSense, controles Xbox e modelos da 8BitDo.

Também é possível conectar um controle enquanto o jogo está em execução, sem precisar reiniciar o programa.

Mas a principal novidade para quem joga exclusivamente no computador é o suporte a teclado e mouse.

O mouse pode ser utilizado para movimentar a câmera, enquanto as teclas ficam responsáveis pelas ações do personagem.

O launcher permite personalizar os comandos e alterar a sensibilidade da câmera.

O desenvolvedor também criou alternativas para substituir recursos que dependem de sensores de movimento.

Por exemplo, controles que não possuem giroscópio podem simular determinadas ações utilizando combinações de botões e movimentos dos analógicos.

No teclado, essas funções também podem ser reproduzidas por comandos específicos.

Isso significa que o jogador não precisa obrigatoriamente possuir um controle de PlayStation para experimentar a aventura.

Projeto já possui áudio, salvamentos e cache de shaders

Outro avanço importante está na implementação das funcionalidades básicas necessárias para executar uma aventura completa.

Segundo a documentação oficial, o port já consegue carregar o jogo, apresentar os menus, executar a introdução e permitir que o jogador controle o protagonista.

O sistema de áudio também foi implementado, embora dependa de um arquivo específico do firmware do PlayStation 4 pertencente ao usuário.

Os salvamentos automáticos e a opção de continuar a partida já funcionam nos testes realizados.

Além disso, o desenvolvedor implementou um sistema de cache de shaders, que permite reutilizar instruções gráficas compiladas anteriormente.

Essa funcionalidade é importante porque a tradução de shaders pode provocar pequenas interrupções durante o gameplay, especialmente quando determinados efeitos aparecem pela primeira vez.

Ao armazenar os shaders já processados, o programa procura reduzir essas interrupções nas execuções seguintes.

O cache também pode ser apagado pelo launcher, permitindo reconstruir os arquivos após atualizações ou corrigir possíveis incompatibilidades.

Mesmo com esses avanços, o projeto permanece experimental. O funcionamento das primeiras áreas não garante que todos os desafios, animações e acontecimentos da campanha estejam livres de problemas.

Versão para Windows ainda precisa de testes

Apesar da disponibilização de arquivos para Windows e Linux, existe uma diferença importante entre o estágio de desenvolvimento das duas versões.

O repositório oficial informa que o port já foi testado no Linux, especificamente em um ambiente baseado no Fedora.

As capturas apresentadas pelo desenvolvedor foram realizadas utilizando uma GeForce RTX 2060, com resolução interna de 1920 × 1080.

Já a versão para Windows possui builds automáticas, mas ainda não havia passado por uma validação completa dentro do jogo na atualização consultada.

Portanto, a existência de um download para Windows não significa que o funcionamento esteja confirmado em todas as configurações.

Para executar o projeto, a documentação recomenda uma placa de vídeo compatível com Vulkan 1.3, com aproximadamente 6 GB de memória de vídeo.

Também são necessários cerca de 25 GB de espaço livre para os arquivos do jogo.

Esses requisitos são referências técnicas fornecidas pelo projeto e não representam garantia de desempenho.

O funcionamento pode variar de acordo com os drivers, a placa de vídeo e o sistema operacional.

Como baixar e instalar The Last Guardian no PC

O projeto tlg_pc está disponível gratuitamente no GitHub e possui pacotes preparados para computadores de 64 bits.

Para utilizar o port, entretanto, é necessário possuir uma cópia legítima de The Last Guardian e obter seus arquivos a partir do próprio PlayStation 4.

A versão exigida é a edição americana identificada como CUSA03627, com a atualização 1.03.

O procedimento básico envolve:

  1. Acessar o repositório oficial HayatoG/tlg_pc, disponível na seção de fontes.

  2. Abrir a página de downloads do projeto.

  3. Baixar o pacote correspondente ao sistema operacional, Windows ou Linux.

  4. Extrair o conteúdo para uma pasta no computador.

  5. Preparar os arquivos do jogo original, incluindo os dados e a atualização 1.03.

  6. Executar o launcher do port.

  7. Selecionar a pasta que contém os arquivos do jogo.

  8. Configurar idioma, controles, filtros gráficos e taxa de quadros.

  9. Iniciar a partida.

Para ter áudio, o projeto também utiliza o arquivo libSceNgs2.sprx, proveniente do firmware do próprio console.

O desenvolvedor disponibiliza instruções mais detalhadas sobre a organização dos arquivos no GitHub.

É importante destacar que o download gratuito inclui somente o port, e não uma cópia de The Last Guardian.

O projeto não distribui arquivos comerciais protegidos por direitos autorais e não possui qualquer associação oficial com a Sony.

O que falta melhorar no port de The Last Guardian?

Embora a primeira versão pública já apresente funcionalidades interessantes, HayatoG divulgou um planejamento com diferentes melhorias.

Uma das prioridades é testar o modo de 60 FPS em toda a aventura.

Isso será importante para descobrir se determinadas mecânicas dependem da taxa de quadros original, algo que pode afetar colisões, física, animações e outros sistemas.

Outra prioridade é corrigir possíveis problemas visuais relacionados a efeitos gráficos específicos.

O desenvolvedor também pretende implementar a possibilidade de modificar a resolução interna do jogo.

Atualmente, o projeto trabalha principalmente com 1080p. Uma futura atualização poderá permitir que os jogadores aproveitem resoluções superiores, caso a funcionalidade seja implementada corretamente.

Por fim, existem planos para adicionar suporte a tecnologias de reconstrução de imagem, incluindo AMD FSR e NVIDIA DLSS.

Esses recursos poderão melhorar o desempenho ou a qualidade visual em determinadas configurações, mas ainda não existe uma data confirmada para sua implementação.

O desenvolvimento também prevê melhorias na versão para Windows, na compatibilidade com diferentes processadores e na reprodução de áudio.

The Last Guardian continua sendo uma das aventuras mais emocionantes do PlayStation

Lançado em dezembro de 2016, The Last Guardian é uma produção dirigida por Fumito Ueda, criador de Ico e Shadow of the Colossus.

O jogo acompanha um menino que desperta em ruínas misteriosas e encontra uma criatura gigantesca chamada Trico.

O animal possui características que lembram pássaros, felinos e outras espécies, apresentando um comportamento que mistura curiosidade, medo e instintos próprios.

Durante a aventura, o jogador precisa construir uma relação de confiança com Trico para atravessar cenários perigosos, resolver quebra-cabeças e escapar de ameaças.

Uma das principais características do jogo é a maneira como a criatura reage aos comandos do protagonista.

Diferentemente de um companheiro tradicional controlado por inteligência artificial, Trico nem sempre obedece imediatamente.

O animal pode demonstrar hesitação, distração ou curiosidade, criando situações que reforçam a sensação de estar acompanhando uma criatura viva.

Essa abordagem também provocou algumas críticas relacionadas à precisão dos controles, mas contribuiu para estabelecer a identidade da aventura.

A direção artística, a trilha sonora e a relação entre os personagens fizeram de The Last Guardian uma experiência bastante particular dentro do catálogo do PlayStation 4.

Apesar de sua importância, o jogo nunca recebeu uma versão oficial para computadores.

Ports não oficiais de PlayStation 4 estão ganhando força

O lançamento de The Last Guardian para PC acontece em um momento particularmente interessante para a comunidade de preservação de jogos.

Diversos exclusivos do PlayStation 4 começaram a receber adaptações não oficiais que procuram executar seus códigos diretamente nos computadores.

Entre os projetos recentes estão Bloodborne, God of War III Remastered, Uncharted: The Nathan Drake Collection e Shadow of the Colossus.

Cada uma dessas iniciativas apresenta diferentes estágios de desenvolvimento e compatibilidade.

Algumas já conseguem executar campanhas completas, enquanto outras ainda precisam resolver problemas gráficos, travamentos ou limitações de desempenho.

O projeto de The Last Guardian aproveita tecnologias provenientes de trabalhos anteriores, especialmente o runtime de God of War III e componentes gráficos do shadPS4.

Essa reutilização permite acelerar o desenvolvimento de novas adaptações.

Entretanto, isso não significa que todos os exclusivos de PS4 possam ser convertidos automaticamente para Windows.

Cada jogo possui necessidades próprias e pode exigir meses ou anos de trabalho até alcançar uma experiência suficientemente estável.

Ainda assim, essas iniciativas demonstram como projetos independentes podem contribuir para preservar jogos e ampliar as plataformas capazes de executá-los.

Conclusão: The Last Guardian no PC é mais um avanço importante da comunidade

O lançamento do port não oficial de The Last Guardian representa uma conquista interessante para os fãs que desejavam experimentar a aventura de Trico no computador.

A possibilidade de executar o código original sem um emulador tradicional de CPU, utilizar teclado e mouse e experimentar taxas de quadros superiores aos 30 FPS da versão de PS4 mostra o potencial do projeto.

O suporte a filtros gráficos, salvamentos, controles modernos e cache de shaders também demonstra que a iniciativa já ultrapassou a fase de simples inicialização.

Entretanto, ainda existem limitações importantes.

O modo de 60 FPS permanece experimental, a resolução interna continua limitada a 1080p e a versão para Windows ainda necessita de testes mais completos.

Por isso, o port deve ser considerado uma demonstração técnica promissora, e não uma adaptação totalmente finalizada.

Mesmo assim, a iniciativa representa mais uma oportunidade de preservar uma das produções mais marcantes de Fumito Ueda.

Se o desenvolvimento continuar avançando, The Last Guardian poderá se tornar mais um exclusivo do PlayStation 4 com uma alternativa funcional para computadores, mesmo sem uma conversão oficial da Sony.

E você, gostaria que a Sony lançasse oficialmente The Last Guardian no Steam, ou acredita que os projetos criados por fãs estão conseguindo preencher essa ausência?

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