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Super Mario Strikers ganha versão nativa para PC com ultrawide, altas taxas de FPS e suporte a Windows, Linux e macOS

Clássico do GameCube recebeu um port não oficial para computadores baseado na descompilação do jogo original, dispensando o Dolphin e adicionando alta resolução, widescreen, ultrawide, controles modernos e desempenho otimizado para hardware atual.

Por Redfield | 14 set de 2026 às 12:03 | ⏱️ 10 min de leitura

Mais um clássico da Nintendo acaba de ganhar uma nova vida no PC graças ao trabalho da comunidade. Super Mario Strikers, lançado originalmente para GameCube, recebeu uma versão nativa não oficial chamada simplesmente de Strikers.

O projeto utiliza como base a descompilação de Super Mario Strikers criada pela comunidade e transforma o jogo em uma aplicação própria para sistemas modernos. Diferentemente do Dolphin, o port não tenta reproduzir virtualmente o hardware do GameCube: ele adapta o jogo para rodar diretamente no computador.

A versão mais recente, v1.1.2, foi publicada em 14 de setembro de 2026 e já possui builds para Windows, Linux e macOS. O projeto ainda está em evolução e o próprio desenvolvedor alerta que bugs e crashes podem acontecer.

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Não é emulação: Super Mario Strikers roda como um port nativo

Esse é o principal diferencial do projeto.

No Dolphin, o computador precisa reproduzir o comportamento de diferentes componentes do GameCube para então executar o jogo. Já o Strikers utiliza o trabalho de reconstrução do código original e adapta essa base para sistemas atuais.

A descompilação que serviu de base ao projeto busca reproduzir o executável original do GameCube de maneira extremamente fiel, chegando a gerar código idêntico ao jogo comercial em determinadas versões. O próprio projeto de descompilação deixa claro que ele não é, por si só, um port; o novo Strikers é justamente um projeto separado que aproveita esse trabalho para criar uma versão nativa.

Na prática, para o jogador, o resultado é uma experiência muito mais parecida com um jogo desenvolvido originalmente para PC.

Windows, Linux e macOS são suportados

O port já possui builds para diferentes sistemas e arquiteturas.

Atualmente existem versões para Windows x86-64, Linux x86-64, Linux ARM64 e macOS ARM64.

O suporte ARM64 também abre possibilidades interessantes para dispositivos compactos e computadores de baixo consumo.

Um dos objetivos declarados pelo desenvolvedor é justamente oferecer desempenho eficiente em máquinas mais modestas e aparelhos portáteis.

O Steam Deck está entre os dispositivos que o autor pretende utilizar como referência para otimização.

Altas taxas de FPS podem ser configuradas

Super Mario Strikers não fica mais preso às limitações de desempenho do GameCube.

O port possui limite de FPS configurável e suporte a VSync, permitindo aproveitar monitores modernos com taxas de atualização superiores.

Isso é especialmente interessante para quem utiliza telas de 120 Hz, 144 Hz ou mais.

A proposta é manter a lógica e a velocidade do jogo corretas mesmo quando a renderização acontece a uma taxa de quadros maior.

Widescreen e ultrawide funcionam nativamente

Outra grande melhoria está no suporte a proporções de tela modernas.

O Super Mario Strikers original foi produzido em uma época em que televisores 4:3 ainda eram bastante comuns. O novo port consegue expandir a área visível em widescreen e ultrawide, em vez de simplesmente esticar a imagem.

O resultado permite enxergar uma parte maior do campo ao mesmo tempo.

Em um jogo de futebol, isso pode ser particularmente útil, já que o jogador consegue acompanhar melhor a posição dos companheiros, adversários e da bola.

O projeto também aplica correções de proporção para impedir que personagens e objetos fiquem deformados quando utilizados formatos de tela mais largos.

Resolução interna pode ser aumentada

O Strikers também permite melhorar significativamente a qualidade de imagem.

Entre os recursos disponíveis estão resolução interna ajustável, renderização em resoluções maiores, 4x MSAA e filtragem anisotrópica de até 16x.

Isso significa que os modelos e texturas continuam mantendo a aparência original, mas a imagem pode ficar muito mais limpa em monitores modernos.

Em 1080p, 1440p ou 4K, o serrilhado típico da geração GameCube pode ser bastante reduzido.

Direct3D 12, Vulkan e Metal

A parte gráfica foi adaptada para APIs modernas.

O projeto utiliza a camada Aurora e possui suporte a Direct3D 12, Vulkan e Metal.

No Windows e Linux, Vulkan aparece como uma das opções recomendadas pelo próprio desenvolvedor. Já no macOS, o projeto utiliza Metal.

Isso permite aproveitar drivers e GPUs atuais sem depender diretamente da arquitetura gráfica do GameCube.

Controles modernos também são suportados

O port reconhece diversos tipos de controles através do SDL.

Entre eles estão controles de Xbox, PlayStation, Nintendo Switch Pro e adaptadores compatíveis com controles de GameCube.

Os comandos podem ser personalizados, incluindo deadzones dos analógicos, vibração e bindings.

Também existe suporte a teclado.

Dessa maneira, o jogador pode escolher entre uma experiência próxima do console original ou adaptar completamente os controles ao PC.

Aplicativo próprio permite configurar tudo

O Strikers possui um programa separado de configurações chamado strikers.settings.

Através dele é possível definir opções gráficas, controles, áudio e localização dos dados do jogo.

O processo é relativamente simples: o jogador abre o aplicativo, escolhe a imagem de disco de sua própria cópia de Super Mario Strikers, salva as configurações e inicia o jogo.

Também existe uma opção para extrair os arquivos da imagem de disco. Nesse caso, depois da preparação inicial, o usuário pode mover ou remover a ISO e continuar utilizando os arquivos extraídos.

Vários formatos de imagem são aceitos

O port suporta diversos formatos utilizados pela comunidade de GameCube.

Entre eles estão:

  • ISO
  • GCM
  • NKit ISO/GCM
  • CISO
  • GCZ

Os formatos RVZ e WIA ainda não são aceitos diretamente.

Quem possui uma cópia nesses formatos precisa primeiro convertê-la para ISO através do Dolphin.

Versões americana, europeia e japonesa funcionam

O mesmo executável é capaz de trabalhar com as diferentes edições regionais de Super Mario Strikers.

São suportadas as versões:

  • Super Mario Strikers dos Estados Unidos
  • Mario Smash Football da Europa
  • Super Mario Strikers do Japão

Na versão europeia, também é possível escolher diferentes idiomas, incluindo inglês, francês, alemão, espanhol e italiano.

Os saves são separados por região para evitar incompatibilidades.

Carregamentos ficam mais rápidos

Como o jogo deixa de depender diretamente de um disco óptico do GameCube, os tempos de carregamento podem ser reduzidos.

Essa diferença se torna ainda mais perceptível quando o jogo está instalado em um SSD moderno.

Além da velocidade, também desaparece a dependência de drives ópticos antigos e mídias físicas com mais de duas décadas.

Versão 1.1.2 corrigiu bugs importantes

O lançamento inicial rapidamente revelou alguns problemas que não apareceram durante os testes do desenvolvedor.

A atualização v1.1.2 corrigiu um crash durante a rodada final de uma copa quando o troféu era exibido.

Também foram corrigidos problemas relacionados às cinematics no Windows e à renderização do goleiro em resoluções e proporções ultrawide.

O próprio autor ainda recomenda esperar bugs ocasionais, já que diferentes combinações de hardware podem apresentar comportamentos inesperados.

Multiplayer online ainda não existe

Uma ausência importante é o multiplayer pela internet.

O jogo mantém sua experiência multiplayer local, mas atualmente não possui netcode próprio.

O desenvolvedor afirmou que não pretende implementar pessoalmente o recurso porque não possui experiência suficiente nessa área.

Por outro lado, ele deixou claro que espera que algum outro desenvolvedor crie um fork e adicione multiplayer online no futuro.

Essa talvez seja uma das evoluções mais interessantes possíveis para o projeto.

Mods podem aparecer futuramente

Um port nativo desse tipo também abre espaço para modificações muito mais profundas.

No futuro, a comunidade poderia criar novos personagens, arenas, texturas em alta resolução, regras personalizadas e até sistemas completamente inéditos.

Por enquanto, porém, suporte formal a mods não é prioridade.

O foco inicial continua sendo estabilidade e compatibilidade.

É necessário possuir o jogo original

O download do Strikers não inclui arquivos comerciais de Super Mario Strikers.

O jogador precisa fornecer os dados de sua própria cópia legalmente obtida.

O projeto também não possui qualquer associação com Nintendo ou Next Level Games.

Trata-se de uma iniciativa independente criada pela comunidade.

O objetivo era substituir a experiência do Dolphin em portáteis

Existe uma motivação interessante por trás do desenvolvimento.

O autor afirma que costuma jogar Super Mario Strikers em dispositivos portáteis e queria reduzir a sobrecarga criada pela emulação.

Uma versão nativa pode consumir menos recursos e, consequentemente, reduzir o gasto de energia.

Isso é especialmente importante em aparelhos como o Steam Deck, onde autonomia de bateria faz bastante diferença.

O desenvolvedor acredita que o projeto já está perto de atingir o nível de eficiência que deseja para esse tipo de hardware.

Mais um clássico do GameCube escapa da emulação

Super Mario Strikers entra para uma lista cada vez maior de jogos antigos que estão recebendo ports nativos graças a projetos de descompilação.

A grande vantagem dessa abordagem está na flexibilidade.

Um emulador precisa reproduzir o console original.

Um port nativo pode aproveitar diretamente recursos de computadores atuais.

No caso do Strikers, isso já significa ultrawide, altas taxas de quadros, resolução interna elevada, APIs modernas e controles atuais.

Ainda não é uma versão oficial e bugs podem acontecer, mas o resultado já é bastante impressionante.

Super Mario Strikers agora pode ser executado nativamente no Windows, Linux e macOS, com widescreen, ultrawide, alta resolução e desempenho moderno — sem precisar abrir o Dolphin.

Acesse o git do projeto!

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Postado por Redfield
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