Mindcop e Shogun Showdown estão GRÁTIS na Epic Games Store — vale a pena resgatar?
GRÁTIS NA EPIC! Mindcop e Shogun Showdown já podem ser resgatados para sempre — e um deles é um dos roguelikes mais elogiados dos últimos anos.

A Epic Games Store atualizou sua tradicional seleção de jogos gratuitos nesta quinta-feira (17) e trouxe uma dupla especialmente interessante para quem gosta de produções independentes. Mindcop e Shogun Showdown estão disponíveis gratuitamente para PC até 24 de setembro de 2026. Basta realizar o resgate dentro do período promocional para manter os dois jogos permanentemente na biblioteca.
E desta vez não estamos falando apenas de dois jogos desconhecidos colocados na loja para preencher calendário. Os títulos seguem propostas completamente diferentes, mas ambos tiveram recepção bastante positiva. Mindcop aposta em investigação, interrogatórios e quebra-cabeças, enquanto Shogun Showdown transforma combates por turnos em uma mistura de estratégia, roguelike e construção de "deck".
Mindcop — cinco dias para encontrar um assassino
Desenvolvido praticamente como um projeto solo por Andre Gareis e publicado pela Dear Villagers, Mindcop foi lançado originalmente em novembro de 2024. A proposta lembra uma aventura investigativa tradicional, mas existe uma diferença fundamental: o protagonista literalmente consegue entrar na mente dos suspeitos.
A história começa em Merrylin Crater Camp, uma pequena comunidade abalada por um assassinato. Controlando o Mindcop, o jogador precisa conversar com moradores, investigar pistas, confrontar suspeitos e tentar descobrir quem realmente cometeu o crime.
Só existe um pequeno problema: você tem cinco dias para solucionar o caso.
Cada ação realizada consome tempo. Isso significa que conversar com determinado personagem ou seguir uma pista aparentemente promissora pode fazer com que outras oportunidades sejam perdidas. Em vez de simplesmente esgotar todas as opções de diálogo até encontrar a resposta correta, Mindcop força o jogador a decidir quais pistas realmente merecem atenção.
Essa limitação funciona muito bem porque transforma o relógio em parte da investigação. Uma decisão aparentemente inocente pode levar a uma pista importante ou simplesmente desperdiçar horas preciosas.
Entrando na mente dos suspeitos
A habilidade mais curiosa do protagonista é chamada Mindsurf. Ao tentar invadir a mente de alguém, Mindcop abandona temporariamente a estrutura tradicional de aventura e apresenta um minigame de puzzle em tempo real.
A mecânica lembra superficialmente jogos de combinação de peças, mas aqui ela serve como porta de entrada para o chamado Sea of Thoughts. Ao completar o desafio, novas informações, segredos e assuntos podem ser encontrados e posteriormente utilizados durante os interrogatórios.
É uma solução interessante para evitar que toda a investigação seja construída apenas ao redor de diálogos. Também adiciona certa tensão porque o jogador sabe que suas decisões estão sendo tomadas dentro de um limite de tempo.
A estrutura não linear é outro ponto importante. Existem diferentes caminhos durante a investigação e dois finais, portanto chegar aos créditos não significa necessariamente ter visto tudo.
Visual simples, mas cheio de personalidade
Mindcop utiliza gráficos 2D desenhados à mão e não tenta competir tecnicamente com grandes produções. O resultado funciona justamente pela direção artística. Personagens possuem proporções exageradas e animações simples, enquanto as sequências dentro das mentes adotam cores muito mais fortes e elementos psicodélicos.
É um daqueles casos em que identidade artística importa muito mais que quantidade de polígonos.
Também é um jogo bastante leve. Os requisitos oficiais indicam apenas 4 GB de RAM, GPU com pelo menos 256 MB de VRAM e aproximadamente 2 GB de armazenamento, tornando Mindcop acessível mesmo para computadores modestos.
Quanto tempo dura Mindcop?
Não espere uma aventura de dezenas de horas. Estimativas reunidas pelo HowLongToBeat apontam aproximadamente 5 horas para a história principal, cerca de 7 horas combinando história e conteúdo secundário e aproximadamente 11 horas para uma experiência mais completa.
A duração relativamente curta combina bem com sua estrutura. Como decisões diferentes podem mudar o rumo da investigação, existe incentivo para começar novamente sabendo mais sobre os personagens e experimentar outras escolhas.
A recepção dos jogadores também chama atenção. No Steam, Mindcop possui atualmente cerca de 94% de avaliações positivas, classificação "Muito Positivas".
[PROS:] Mindcop
- Investigação realmente baseada em decisões;
- limite de cinco dias dá peso às escolhas;
- sistema Mindsurf é uma ideia bastante original;
- direção artística cheia de personalidade;
- história curta favorece novas partidas;
- dois finais;
- extremamente leve para rodar;
- excelente oportunidade agora que está gratuito.
[CONTRAS:] Mindcop
- duração pode decepcionar quem procura uma aventura longa;
- puzzles podem quebrar o ritmo da investigação para alguns jogadores;
- quantidade limitada de conteúdo reduz a variedade depois de algumas partidas;
- foco em diálogos e investigação pode não agradar quem procura ação.
Shogun Showdown — estratégia onde cada movimento importa
Se Mindcop é o jogo mais narrativo da promoção, Shogun Showdown ocupa praticamente o extremo oposto. Desenvolvido pela Roboatino e lançado em sua versão 1.0 em setembro de 2024, o título mistura combate por turnos, roguelike e elementos de deckbuilding dentro de arenas extremamente compactas.
A primeira impressão pode enganar. Você controla um pequeno guerreiro em um cenário lateral 2D, com inimigos posicionados à esquerda e à direita. É possível virar o personagem, movimentá-lo e preparar ataques.
Parece simples.
Até que o jogo começa a combinar inimigos, posições e sequências de ataques.
Um combate que funciona quase como um quebra-cabeça
Uma das grandes ideias de Shogun Showdown é permitir que o jogador veja antecipadamente o que seus adversários pretendem fazer. Em vez de depender exclusivamente de reflexos ou sorte, você pode estudar o campo e preparar sua resposta.
Cada movimento passa a ter consequências.
Você pode avançar, recuar, virar para atacar o inimigo que apareceu atrás do personagem ou simplesmente esperar. Paralelamente, existem diferentes tiles de ataque, que funcionam de maneira semelhante às cartas encontradas em deckbuilders.
Esses tiles podem ser melhorados durante uma partida, recebendo mais dano, efeitos especiais ou redução no tempo necessário para serem utilizados novamente. Também é possível preparar até três deles para executar uma sequência de golpes.
É quando esses sistemas começam a conversar entre si que Shogun Showdown realmente brilha.
Eliminar um inimigo pode empurrar outro para a posição correta, abrindo espaço para um segundo ataque que acerta mais adversários e termina em uma sequência capaz de limpar praticamente todo o cenário.
Fácil de entender, difícil de dominar
Os primeiros minutos são simples porque existem poucas possibilidades. Conforme novos ataques, modificadores e personagens aparecem, entretanto, as batalhas começam a exigir planejamento cada vez maior.
Como acontece em bons roguelikes, perder faz parte da progressão. Durante as partidas são obtidos recursos que liberam novos tiles, habilidades e possibilidades para tentativas posteriores. Outros personagens também podem ser desbloqueados, modificando as estratégias disponíveis.
Isso faz Shogun Showdown funcionar muito bem naquele perigoso formato de "só mais uma partida".
Uma tentativa que parecia perfeita pode terminar por causa de uma única decisão errada. Ao mesmo tempo, quando uma combinação planejada durante vários turnos elimina diversos inimigos de uma vez, existe uma enorme sensação de recompensa.
Pixel art combina perfeitamente com a proposta
Visualmente, Shogun Showdown utiliza pixel art inspirada no Japão feudal. Os cenários são minimalistas, mas possuem cores e animações suficientes para dar personalidade ao mundo.
A simplicidade também ajuda na jogabilidade. Mesmo quando existem vários adversários na tela, normalmente é fácil identificar posições, ataques preparados e perigos.
Isso é fundamental porque Shogun Showdown funciona quase como um tabuleiro. O cenário não está ali apenas como decoração: posição é parte fundamental do sistema de combate.
Um jogo para dezenas de horas
Aqui aparece uma diferença enorme em relação a Mindcop. Enquanto a aventura investigativa pode ser concluída em poucas horas, Shogun Showdown possui uma estrutura feita para repetição.
Estimativas baseadas em jogadores apontam cerca de 10 horas para o conteúdo principal, aproximadamente 20 horas combinando conteúdo principal e extras, enquanto quem pretende explorar praticamente tudo pode ultrapassar 60 horas.
A recepção também foi excelente. Shogun Showdown registra Metascore 88 no PC, enquanto as avaliações de usuários no Steam ficam em torno de 95% positivas.
[PROS:] Shogun Showdown
- sistema de combate simples de aprender e difícil de dominar;
- excelente mistura de estratégia, roguelike e deckbuilding;
- enorme quantidade de combinações;
- partidas incentivam experimentação;
- progressão constante;
- pixel art muito competente;
- bastante conteúdo;
- altíssimo potencial de replay.
[CONTRAS:] Shogun Showdown
- dificuldade cresce consideravelmente;
- repetição faz parte da estrutura roguelike;
- história não é o foco;
- ritmo mais calculado pode afastar quem procura ação rápida;
- algumas derrotas podem ser frustrantes até dominar as mecânicas.
Dois ótimos indies e nenhum motivo para deixar passar
A seleção desta semana da Epic Games Store é interessante justamente porque Mindcop e Shogun Showdown oferecem experiências completamente diferentes.
Mindcop é a opção para quem gosta de histórias investigativas, escolhas, interrogatórios e mistérios. É curto, diferente e consegue transformar a limitação de tempo em parte importante da experiência.
Shogun Showdown é indicado para quem prefere mecânicas profundas e partidas que podem ser repetidas inúmeras vezes. Sua combinação de posicionamento, ataques programados e progressão roguelike cria um sistema extremamente estratégico sem precisar de regras excessivamente complicadas.
E existe um argumento ainda mais simples: os dois estão gratuitos.
Mesmo quem não pretende jogá-los imediatamente pode adicioná-los à biblioteca. A promoção começou em 17 de setembro e termina em 24 de setembro de 2026. Depois do resgate, os títulos continuam associados à conta da Epic Games.
Veredito:
Mindcop: 8,5/10
Uma aventura investigativa curta, criativa e muito diferente do padrão, especialmente graças ao limite de cinco dias e às viagens pela mente dos suspeitos.
Shogun Showdown: 9/10
Um roguelike estratégico extremamente bem construído, fácil de compreender nos primeiros minutos e surpreendentemente profundo conforme novas possibilidades aparecem.
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