REVIEW Franquia God of War - O que vale ou não a pena jogar
Aqui está um resumo de cada jogo (sem spoilers), como conseguir jogar eles no presente e o que eles adicionam na história desse lendário personagem dos jogos, Kratos.

God of War: Sons of Sparta (2026)

Mesmo sendo o primeiro na cronologia de Kratos, esse é o jogo mais recente lançado (antes do lançamento de God of War Laufey em fevereiro de 2027). Esse sendo um jogo no estilo retro, tendo um gameplay diferente de todos os outros jogos, se assemelhando mais a um metroidvania, ele é o primeiro na cronologia da vida de Kratos. Sua história conta o início de sua vida, mais precisamente sua adolecência, quando ele era apenas um "boy" e as aventuras que ele teve naquela época antes de se tornar o guerreiro que ele é hoje. Seu principal atrativo é contando mais sobre sobre o relacionamento que ele tinha com seu irmão, que é aprofundado em apenas um outro jogo.
Veredito: Sendo um jogo de difícil acesso, podendo ser jogado apenas no PS5, você precisa ir muito fora do seu caminho para poder jogá-lo, a não ser que já tenha um PS5. Entretanto, não traz muito a acrescentar a história principal de Kratos. Sendo um spin-off de baixo orçamento comparado a todos os outros jogos, sua qualidade fica bem abaixo do resto da franquia e se torna mais uma cereja no bolo para aqueles que já amam a franquia. É melhor experenciado por último, somente caso realmente se apaixone por toda a saga, mesmo sendo o primeiro cronologicamente.
God of War: Ascension (2013)

Diferente do que muito acreditam, God of War: Ascension não é um spin-off, e sim o quarto título oficial da série, sendo confundido com God of War (2018) como o quarto título oficial da série. Esse jogo teve mudanças consideráveis em seu gameplay, mudando a fórmula de combate. Essa mudança separou muito a audiência que se adaptou e gostou, enquanto outra parte detestou, pois esperava um incremento da fórmula de gameplay de Kratos ao invés de uma reimaginação de certa forma. Sua história se passa 6 meses após a tragédia da vida de Kratos (sem spoilers). Após esse acontecimento, Kratos decide iniciar uma jornada para achar um jeito de quebrar seu juramento feito ao deus da guerra, Aries.
Veredito: Esse jogo tem uma disponibilidade de acesso limitada. Pode ser jogado com uma cópia original em um console de PS3, ou através de cloud streaming usando um PS4 ou PS5, tendo que ainda pagar pela Playstation Plus, mas esse serviço não está disponível no Brasil. Mesmo que consiga jogar fora do Brasil, por ser um jogo muito pesado de PS3, quando jogado por streaming é suscetível a uma compressão visual mais acentuada e a quedas na taxa de quadros. A não ser que o total compreendimento da história seja uma necessidade para você, e as inconveniências de sua acessibilidade não sejam um fator que entre no seu caminho, com o seu gameplay inferior ao restante da série, esse é um jogo que pode ser pulado, caso queira um jornada mais curta por essa franquia, por limitações de tempo ou por preferir experenciar só o melhor que a franquia tem a oferecer.
God of War: Chains of Olympus (2008)

Aqui estamos no primeiro spin-off oficialmente lançado da série. Mas não vá pensando que sua qualidade é baixa por conta disso. Seguindo a fórmula padrão de God of War 1 e 2, seu gameplay é bem refinado, mesmo com as limitações da plataforma onde inicialmente foi lançado como um exclusivo, o PSP. Sua história conta as aventuras de Kratos durante seus 10 anos de servitude aos deuses, mais especificamente em 5 anos de servitude (4 anos e meio após God of War: Ascension). Seu Objetivo nessa missão é resgatar o deus do Sol, Helios.
Veredito: Originalmente lançado como exclusivo de PSP, sua aquisição foi extremamente limitada. Eu fui uma das poucas pessoas que conheci durante minha adolescência que teve o privilégio de poder jogar esse jogo. E sim, eu disse privilégio, pois o jogo tem qualidade. Não só em seu gameplay mas a história adiciona referência e conexões com outros jogos da franquia como God of War II (especialmente pelo fato de ter sido produzido depois, como um prequel). Com os gráficos de 272p e a potência do hardware do PSP limitando esse jogo a 30fps oscilante, hoje em dia pode ser difícil de engolir. Mas essa não é a única forma de jogá-lo, God of War: Origins Collection foi lançada para PS3, contendo uma versão remasterizada que roda em 1080p e 60fps. Infelizmente essa coleção só foi lançada PS3, ou seja não pode ser jogada em um PS4 ou em um PS5 pela retrocompatibilidade, também não existe na PS Plus para compra ou cloud streaming em nenhum lugar do mundo no momento. Em resumo, um jogo que valhe muito a pena, mas sua dificuldade de acesso é imensa.
God of War (2005)

O precursor, o início de toda a franquia. God of War I foi um experimento do que iria ser usado de base para moldar a franquia. Múltiplas ferramentas como magias para ajudar no combate e a solucionar puzzles, gerando versatilidade. Armas e magias todas podendo ser evoluídas e seções de... plataforma. Esse é o principal aspecto de gameplay do jogo que foi suavizado ao longo da franquia. Seções de plataforma punitivas demais e muito frequentes, causando frustração nos jogadores ao ponto de serem lembradas pela internet até hoje, mais de 20 anos depois. Sua história começa com a promessa da deusa Athena, lhe dando uma última missão, para depois de 10 anos finalmente se libertar da servitude aos deuses e fazer com que os pesadelos de seu passado, que o assombram a tantos anos, finalmente desapareçam.
Veredito: Esse jogo é a base de toda franquia. Independente de todos os seus problemas, é uma necessidade para entender a história de Kratos. Sua acessibilidade pode acabar sendo um problema. A não ser que já tenha um PS2, pode ser complicado conseguir esse console relativamente antigo e uma cópia do jogo. Porém uma edição remasterizada foi lançada na God of War: Collection para PS3. Uma forma bem mais prática de acessar o jogo. Esse jogo também existe para cloud streaming, mas não no Brasil, então se torna uma opção bem simples de jogá-lo caso esteja fora do país e em um dos 30 países em que esse serviço está disponível.
God of War: Ghost of Sparta (2010)

Sendo o segundo spin-off oficialmente lançado da série, segue muito os passos do primeiro. Qualidade em geral se mantém, sendo apenas um pequeno upgrade do primeiro spin-off. Ainda sendo inicialmente lançado como um exclusivo de PSP, tenta forçar os limites de seu hardware ainda mais que seu antecessor. Sua história conta a jornada de Kratos atrás de respostas sobre sua origem e o resgate de seu irmão, Deimos.
Veredito: Assim como Chains of Olympus, foi originalmente lançado como exclusivo de PSP, então sua aquisição também foi extremamente limitada. Também tive o privilégio de poder ter esse jogo no meu PSP e mesmo com os gráficos de 272p e 30fps, ainda vale totalmente a pena. Mas também possui uma versão 1080p com 60fps na God of War: Origins Collection que foi lançada para PS3. Mesmo fora do país, não existe uma versão no momento para cloud streaming, ou seja, meu conselho é a God of War: Origins Collection para pegar os 2 jogos de uma só vez.
God of War II (2007)

Finalmente a continuação direta do primeiro jogo da franquia e sendo também o segundo lançamento da saga, logo após 2 anos do primeiro jogo em 2005. Com combate refinado e seções de plataformas incrivelmente menos punitivas, é um aprimoramento drástico comparado ao primeiro jogo, mostrando que Santa Monica Studios realmente aprendeu com os próprios erros. Até hoje ainda existe muitos que achem esse o melhor jogo da mitologia grega. Na história desse jogo, Kratos é traído por Zeus e vai atrás das irmãs do destino, para poder alterar seu próprio destino.
Veredito: Acessibilidade desse jogo é idêntica a de God of War I. Mesmo console, também incluído na God of War: Collection para PS3 e somente disponível para cloud streaming fora do país. Um jogo completamente incrível que altamente recomendaria fazer uma força para botar suas mãos nele. Minha recomendação seria pela God of War: Collection para PS3, pois ser uma versão de maior qualidade, sendo remasterizada e por ser de mais fácil acesso um PS3 comparado a um PS2.
God of War III (2010)

Aqui se encontre o climax da saga grega de Kratos. Melhor combate e gráficos que a série tinha visto até agora, sendo o primeiro desenvolvido especificamente para PS3. Valhe ressaltar, que uma das coisas mais memoráveis sobre esse jogo é o quão brutal e sanguinolento ele é. Nenhum outro chega nem perto a este. Com um dos inícios de jogos mais incríveis da história dos games, esse game fecha a saga grega de Kratos com chave de ouro. A história conta basicamente o ataque final de Kratos contra Monte Olympus e todos os seus deuses, em MUITAS batalhas épicas.
Veredito: Altamente acessível (finalmente). Inicialmente desenvolvido para PS3, possui uma versão remasterizada para PS4, além disso, está a venda na PS Store. Como PS5 tem retrocompatibilidade com PS4, também pode ser jogado no PS5. Mesmo sendo um jogo altamente incrível, eu não recomendaria jogar antes de ver alguns dos jogos anteriores, principalmente God of War II, pois é uma continuação direta de aonde o jogo termina. Por mais que o gameplay seja incrível e super divertido, a história é bem interessante, e seu desfecho também. Você estaria perdendo a real motivação de Kratos e o entendimento da história em boa parte. Aconselho fortemente jogar God of War II, ou se possível o primeiro também, no mínimo para jogar esse jogo (God of War: Collection para PS3 resolve o problema dos dois jogos).
God of War (2018)

Com o fim da mitologia grega, Kratos agora se encontra em meio a mitologia nórdica. O gameplay foi totalmente reestrutado com muitos elementos de RPG sendo adicioanados. Esse game foi um renascimento da franquia, especialmente depois de tantos anos sem um novo jogo. A história se passa em Midgard agora, onde sua esposa acaba de falecer e como último desejo dela, suas cinzas devem ser jogadas da montanha mais alta dos 9 reinos. Tendo deixado seu passado para trás, ele parte nessa jornada com seu jovem filho, Atreus.
Veredito: O jogo foi lançado como exclusivo de playstation, podendo ser jogado no PS4 e PS5. Dois anos após seu lançamento, sua exclusividade foi retirada e agora pode ser jogado na steam, fazendo esse jogo ser extremamente acessível. Possui conexão direta com a saga grega de Kratos mas não ao ponto de prejudicar a história. Mais de 90% de sua narrativa pode ser entendida sem nenhum problema, mesmo sem ter jogado nenhum dos jogos anteriores, fazendo esse ser um ótimo ponto de entrada para novos fãs da franquia. Literalmente ganhou jogo do ano no Game Awards de 2018. Para mim, o jogo mais recomendado de toda a franquia e um dos melhores jogos que joguei na minha vida.
God of War Ragnarok (2022)

Aqui jaz o fim da saga nórdica de Kratos, com apenas 2 jogos. Inicialmente em entrevistas os desenvolvedores afirmaram que estavam na dúvida se fariam 2 jogos ou uma trilogia, mas decidiram fazer somente um segundo com o máximo de conteúdo possível para poder honrar o fim dessa saga. Sendo muito bem recebido, (com exceção de alguns detalhes como personagens que falam demais e estragam puzzles dando spoilers antes de você ter tempo de pensar para resolver), o foco desse jogo foi ampliar o que tinha sido estabelecido no primeiro. Em God of War (2018) uma nova fórmula de gameplay foi testada, um novo ângulo de câmera, elementos de RPG adicionados, entre outras coisas. Agora em Ragnarok, o foco foi elevar tudo a um novo patamar. Sua história consiste em que o fim dos tempos está chegando (Ragnarok), mas ninguém sabe ao certo o que isso significa para cada um deles. Então nessa última jornada da franquia (até agora), Kratos tem que superar todas as formas de desafios para sobreviver ao fim dos tempos.
Veredito: Assim como God of War (2018), ele foi lançado como exclusivo de playstation, podendo ser jogado no PS4 e PS5. Dois anos após seu lançamento, sua exclusividade foi retirada e agora pode ser jogado na steam, fazendo esse jogo ser extremamente acessível. É uma continuação direta do jogo anterior, então caso não tenha jogado 2018, espere e jogue o anterior primeiro. Caso não faça isso, irá subtrair demais da sua experiência do jogo, onde história tem um fator muita importante com sua narrativa incrível. Competiu ao game do ano em 2022 mas só foi derrotado porque Elden Ring, um dos maiores jogos de todos os tempos, estava lá para ganhar o prêmio. Recomendado? 100%. Mesmo ser ter jogado a saga grega? Com certeza. Mas não antes de ter jogado God of War (2018).
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